É grande o número de pessoas, com características distintas, que acessam a Internet, por isso é necessário que se crie uma variedade de produtos oferecidos, fazendo com que o ambiente torne-se mais amplo para os usuários.
As principais razões, que se têm encontrado para se comprar eletronicamente, são a facilidade e maior abrangência de pesquisa de que esse meio dispõe, além da possibilidade de compra a qualquer hora, sem se preocupar com fatores externos, tais como sair de casa para comprar em shoppings ou em outros lugares, transporte, etc. Quanto aos imprevistos, o mais comum é o mau atendimento dos vendedores, o que na compra pela Internet é ignorado, pois o seu relacionamento é mecânico, ou seja, com você próprio.
Porém, essa nova modalidade de comércio envolve alguns riscos que vão desde a má aceitação ao adquirir o produto ou serviço aos riscos operacionais que permeiam a compra.
Entre os motivos de recusa do comércio eletrônico está o preço elevado do frete e, principalmente, a preocupação com a segurança e sigilo oferecidos pelos sites em relação às informações fornecidas pelo cliente. Invade-se a privacidade alheia com revelação de dados pessoais e de números dos cartões de crédito, o que inibe o comprador na hora da transação.
Há ainda o risco de o produto não desempenhar a função esperada de forma eficaz. Essa conduta é mais observada em produtos novos ou desconhecidos pelo consumidor. Nesse caso, a busca de informações sobre o produto torna-se um elemento essencial no processo de escolha do mesmo.
Outro fator está na preocupação de o produto não valer realmente o que custa, não corresponder ao esperado no que diz respeito ao design, formato, etc. Sendo assim, o risco fica relacionado à perda do bem e conseqüentemente do dinheiro que foi empregado na sua aquisição.
Uma outra situação que se observa no comércio à distância é que existem diferentes pontos de vista acerca do produto. Se, por um lado, há aqueles que não estão dispostos a buscar muitas informações sobre o mesmo, por outro, há os que sempre analisam os distintos casos de compra.
Para os que se dispõem a analisar os casos, é importante privilegiar um meio de comunicação que consiga disponibilizar bastantes informações sobre o produto ou serviço, fazendo com que o consumidor possa avaliar as informações mais adequadas à sua compra. Para os mais “preguiçosos”, é válido estabelecer esforços de marketing que viabilizem a inserção de mensagens mais compactas ao consumidor.
Porém esses esforços de marketing não estão sendo feitos, por isso há uma necessidade de mudança na comunicação empresarial frente às novas tecnologias. A criação de propagandas, veiculadas na Internet, acompanhadas de depoimentos dos consumidores sobre a eficiência do produto, seria uma forma diferente de “vendê-lo”. O cliente usa o produto, aprova-o e divulga-o em sites para atrair a atenção e interesse daqueles que o consomem.
Mesmo com todos os prós e contras que envolvem o comércio eletrônico, o certo é que é cada vez maior o número de pessoas que se rendem à facilidade de fazer compras através desse meio. Porém, os mecanismos de fiscalização de produtos comprados virtualmente ainda são um tanto incipientes, por isso é preciso cautela na hora de comprar nos shoptimes.
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