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TERCEIRA EDIÇÃO

A DIFUSÃO DO MOVIMENTO ARROCHA NA BAHIA E NO BRASIL.
Autor(es)
Rodrigo Costa e Samuel Meireles [Produção Editorial / Terceiro Semestre]

Revista

Arrocha, palavra que vem de Arrochar, que significa apertar e comprimir. Um novo ritmo surgido e descoberto em Candeias, parte do recôncavo baiano. O movimento apareceu para remodelar ritmos antigos e emprestar uma roupagem nova ao brega, a seresta e ao estilo mais antigo, o romântico. A primeira vez que o Arrocha foi exposto ao público foi à aproximadamente três anos atrás, além da base musical dos ritmos a pouco citados, teve uma grande influência do samba reggae. Esse fenômeno musical tem como difusores e estrelas de mais sucesso: Nara Costa "Rainha do Arrocha", Márcio Moreno "Rei do Arrocha", Silvano Salles "O Cantor Apaixonado", e os grupos Arrocha e Asas Livres.

Devido ao grande sucesso, o Arrocha alcançou literalmente a aceitação por todas as camadas sociais, variadas regiões do Brasil e pessoas de todas as faixas etárias. Os cantores desse estilo de música carregam influências dos mais variados artistas do passado e do presente também. Clássicos de Fagner, José Augusto, Roberto Carlos, Blitz e Zezé de Camargo e Luciano foram revertidos para o Arrocha, mas os novos artistas como o grupo Rouge, Calcinha Preta, Kelly Key e Wanessa Camargo também tiveram suas músicas transformadas, por causa dessas adaptações, músicas que alcançam um público diversificado, puderam estar de cara nova no mercado, sem perder sua essência.

A divulgação desse movimento foi ponto crucial para fazer e manter as pessoas cientes do nascimento desse novo ritmo. A Tv Globo expôs nacionalmente e internacionalmente no programa do Domingão do Faustão e no Fantástico a história do surgimento do Arrocha, mostrou seus principais feitores e fez com que portas se abrissem para uma nova empreitada. Hoje, os cantores de Arrocha são os mais requisitados para shows, lotam todos os lugares em que se apresentam, seus cachês subiram muito, são os maiores vendedores de discos na Bahia, líderes da pirataria e nas rádios, são os mais executados.

A dança do Arrocha é outro ponto interessante que faz desse ritmo um sucesso, muitos querem aprender a dançar, outros acham engraçado. A dança é um diferencial dos outros tipos de dança, mas carrega um pouco do forró, do pagode e da própria seresta. Ela é considerada simples, com poucas variações, porém com uma sensualidade excessiva, uma leve pitada de erotismo. Pode ser dançada em dupla, sozinho e até em grupo. Tem como base, dois passos pra direita e dois passos pra esquerda, no intervalo dos passos é possível rebolar.

Estima-se que existam cerca de 3.500 bandas e cantores de Arrocha espalhados por todo o país, esse número foi comentado alegremente por um dos precursores do movimento, o cantor Márcio Moreno. Alguns novos fenômenos são: Metade, só Brega, André Viana, Lado a Lado, Mega Star, Ritmo Quente, Laís Sampaio, Asas do Arrocha, Karina, Novo Tom, Lolita, Nega do Babado, Talentos, Carícias e outros.
Atualmente no Brasil, acontece as preliminares de um período eleitoral. As eleições são acontecimentos que movem toda a população, como o Arrocha está no seu auge e é um estilo bem popular e de fácil assimilação, alguns políticos se renderam a esse tipo de som e fizeram seus jingles com base nesse ritmo e vem dando um bom resultado.

A Bahia, em foque, é muito rica em termos musicais. Gostos para todos os gostos, artistas criativos e renovadores, rompedores de fronteiras. Quem pensava que na Bahia só tinha Axé e Pagode se enganou, chegou a vez da Bahia mostrar seu lado romântico para todo o Brasil. Cantores de Arrocha já espalharam amor e emoção para multidões de Pernambuco, São Paulo, Sergipe, Brasília, Alagoas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e agora chegou a vez de passar essa febre para o resto do país.
 
Faculdade Hélio Rocha - Comunicação Social - Habilitação - Produção Editorial