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TERCEIRA EDIÇÃO

A MODERNIZAÇÃO DA MPB
Autor(es)
Kelly Maltez - Produção Editorial, 3º semestre

Revista

Um novo ritmo invadiu a música brasileira.Esse novo ritmo mistura elementos da música eletrônica com o melhor da MPB. Estamos falando da Nova MPB, “movimento” surgido na década de 90 e ainda em larga expansão.

A moderna MPB é uma inovação tecnológica da música brasileira, pois introduz em suas músicas, arranjos, instrumentos, batidas e baterias denominados de Drum’n ‘bass, misturando instrumentos acústicos e eletrônicos, produzindo músicas de qualidade e personalidade.

Chico Cezar, Lenine, Zélia Duncan, Fernanda Porto, Jorge Vercillo, Cássia Eller, Ana Carolina, Zeca Baleiro, Rita Ribeiro, Otto, Paulinho Moska, Patrícia Marx, Vanessa da Mata, são alguns dos nomes que compõem esse novo estilo. Alguns são filhos de grandes astros da MPB como Max de Castro, Wilson Simoninha (filhos de Wilson Simonal), Pedro Mariano, Maria Rita (filhos da grande cantora Elis Regina), Jair de Oliveira e Luciana Mello (filhos de Jair Rodrigues).

O intuito dessa nova geração é de serem reconhecidos e venderem seus trabalhos, mas querem fazer com que suas músicas sejam cantadas por décadas, não se rendendo às imposições de estilo da Indústria Cultural e ignoram o sucesso imediato. Esses artistas sentem-se livres para produzir e expressar-se sem preocupação ideológica especifica. A intenção comum é de inovar a música brasileira misturando o novo da tecnologia com o velho cavaquinho, tamborim, entre outros.

No entanto, são poucas as gravadoras que investem nessa nova safra de artistas brasileiros.Entre essas poucas estão a Trama e a Jam Music. As grandes e poderosas gravadoras temem investir nesses novos talentos, pois elas buscam gêneros fáceis que rendem cifras milionárias em pouco tempo. A gravadora Universal Music rendeu-se a Indústria Cultural e faturou milhões com o grupo “É o Tchan” em um curto espaço de tempo, e apostaram na cantora Cássia Eller e o retorno só veio depois de dez anos, quando ela vendeu 500 mil cópias em um disco. Devido a essa injusta situação há uma grande dificuldade para a difusão das músicas na grande mídia e muitos cantores optam por se desvincular de gravadoras e tornam-se artistas independentes

O presidente da gravadora Sony Music no Brasil, José Antônio Eboli em entrevista a Isto É Gente: “Essa coisas (gêneros fáceis) tem que existir, mas a indústria tem que se preocupar em criar artistas que tenham mais permanência. Investir em Vanessa da Mata, uma nova cantora da MPB custa caro e leva mais tempo. Mas ela pode ser a Marisa Monte de amanhã”.

Um dado interessante é que, devido ao pouco incentivo que esses artistas tem no seu próprio país, muitos partem para o exterior onde há um mercado promissor para suas músicas. Segundo o colunista do site Cafemusic.com, Geraldinho Vieira, “o local para a boa e genuína música brasileira é o aeroporto. Parece ser o lugar onde a MPB tem se dado melhor”.

Por outro lado, existem iniciativas (ainda que poucas) para “popularizar” esse novo gênero. Um exemplo disso são as Rádios que só tocam a moderna MPB como a Nova Brasil FM, e a MPB FM. Essas rádios mostram o swing, a criatividade e o talento desses novos artistas que buscam o novo e ao mesmo tempo resgatam o verdadeiro produto cultural que sempre projetou o Brasil internacionalmente, a boa música popular brasileira.

É preciso dar um lugar ao sol a esses artistas, que rompem fronteiras sonoras, revigorando a já desgastada MPB de forma inovadora, produzindo músicas de alta qualidade. Esses novos talentos precisam mostrar que não são apenas mais um produto dessa indústria cultural que só pensa em tornar o público um mero consumidor do seu trabalho.Precisam mostrar que sabem fazer música de verdade, com extrema competência e inteligência.

Referencias:
www.cafemusic.com.br
www.folhaonline.com.br
www.uol.com.br

 
Faculdade Hélio Rocha - Comunicação Social - Habilitação - Produção Editorial